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21937266Escrevi um comentário sobre “Do Primeiro Quilómetro à Maratona” de Jéssica Augusto (*=”Revista” ou “comentário”? Qual é melhor neste contexto*?)

Gosto muito este livro. Já sou corredor e estou a aprender português. Então, pensei que um livro sobre o meu desporto seria uma boa selecção.
A Jéssica descreve o progresso duma atleta, desde o sofá, passando pelos primeiros quilómetros até as provas mais longas – incluindo a famosa Maratona (26.2 Milhas). Há muitos conselhos sobre o aquecimento, o treino, a nutrição e a motivação.
Eu recomendo este livro a todos aqueles que querem começar a correr


Thanks very much to Paulo and Fernanda for their help in correcting this text when it first appeared on iTalki.

*= Fernanda offered the opinion that in this context “Commentário” or “apreciação” would be the best word for a book review online. A literary criticism would be a different matter. Revista is a false friend. I listen to a podcast called “revista de Semana” which I thought meant “Review of the Week” which is sort-of-correct but not a review in the sense of a book review. It’s a little more formal and bureaucratic than that, and it’s used as the title of some magazines. For a fuller description, look here.

The review is also now listed on Goodreads

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A Banheira / The Bath

Ouvi o Hugh Laurie dizer que na sua idade, ler livros é como encher uma banheira quando o tampão não está no ralo. Estou de acordo com ele (or “concordo com ele”). Na minha idade também, derramo português dentro da minha cabeça mas tudo drena depressa.


…which, for those of you who don’t speak Portuguese means…

I heard Hugh Laurie saying that at his age, reading books is like running the bath with the plug out of the plughole. I agree with him. At my age too, I pour Portuguese into my head but it all drains away (quickly)


The word “quickly” wasn’t part of my original intent but both people who corrected it seem to have thought that’s what I was saying so I’ve left it in.

Thanks again to Sophia and also Rubens for their help with the corrections.

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Adoro de Ler

Hoje em dia, ando também ocupado. No meu trabalho ando todo o dia para cá e para lá. Onde volto para casa, tenho de fazer tarefas domésticas e depois, de certeza que devo estudar Português. Talvez, se tiver tempo livre, vou sair para ir dar uma corrida ao longo do rio, mas falta-me de ter tempo para desfrutar dum livro bom.
O meu romance favorito é “The Code of the Woosters” (“O Codigo dos Wooster”) de P G Wodehouse. É a história dum homem jovem de Londres que se chama Bertie Wooster e o seu empregado, Jeeves. No início do romance, a sua tia pede-lhe (hm… vamos aos factos: ela ordenou-lhe!) para ir a uma loja para zombar a um jarro de leite de prata. Enquanto zomba, encontra um magistrado, Watkyn Bassett e o seu amigo, Roderick Spode, um político ambicioso, patrão dos “calções negros” que quer ser ditador da Inglaterra. De alguma maneira, Bertie acidentalmente rouba o jarro e os dois homens correm atrás dele.
Assim começa uma historia louca. Tenho lido-o três vezes, mais ou menos.
Agora, estou a ler um livro sobre os ingleses dum escritor português e um livro sobre os portugueses dum escritor inglês, mas leio muito devagar porque ando também muito ocupado.

Once again, this is ably translated by my teacher, Sophia. There was some confusion about the meanings of some of the words, because going to a shop to “sneer at a silver cow creamer” is not normal behaviour, so better words were suggested. As I explained (and there are a couple of corrections in this too):

Hm, talvez “zombar” não seja correcto. Não é no meu dicionário. É uma palavra brasileira? Todavia, acho que não quer dizer “roubar”. Pode ser “mofar de”. A tia esperou que Bertie fizesse troça dele e afirmou que o jarro é “holandês moderno”, o lojista crê que não se vale muito e venderia-o ao seu marido mais barato.

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Successful Self Study

I just sat in on a taster webinar for Lindsay Dow’s Successful Self Study course. It was really interesting and her enthusiasm is definitely infectious. It sounds like a course I could have used a couple of years ago when I was struggling to do anything at all. I’m sort-of in the zone now, but I can definitely see the benefit of it for new starters. If you need a motivating force to get you on the right track you might like to take a look (*points* at the link in the first line).

I’ll jot down my answers to the quiz questions here so I don’t forget.

A big tip to boost my language-learning self-confidence: try not to get hung up on one point. I think in my lessons I often spend time making sceptical noises if I don’t understand something, as if the entire nation of Portugal is playing some elaborate practical joke on me. While I haven’t completely ruled out this theory, I can see how that is probably a bit unnerving for the teacher and creates awkward pauses that don’t help anyone.

Three things I can do to achieve this:

  1. Smile!
  2. Do some offline study before the lesson to get my mental juices flowing.
  3. Jot down distracting questions to research later in a grammar book so that I don’t get off the point during valuable conversation time.

Four tips for working around words I don’t know:

I thought I knew a few tricks already but there are always more, so

  1. Learn the phrase “é uma coisa que…” (“it’s a thing that…”) so you can describe the thing you’re trying to find a word for.
  2. Mime the thing (assuming the person you’re talking to can see you!) and ask what it’s called
  3. Say the opposite (e.g., if I don’t remember the word “barato” say “não é caro” instead)
  4. Read “We’re Going on a Bear Hunt” (Hm, I’m not sure about this one)

There were some other hot tips too, both from Lindsay and the other students, but I won’t give you too many spoilers – go and have a look.


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Ouviu as notícias de Omã? Aparentemente, há quase vinte anos, foi localizado os restos duma nau ao largo duma ilha perto do sultanato. Ninguém sabia o nome dele mas recentemente, o governo pediu a uma empresa britânica para tentar salvá-la. Logo ficou aparente que esta era A Esmeralda – a embarcação de Vasco da Gama, que esteve naufragada no século XVI.

Como sabe, naquele período da História, Portugal era um império muito poderoso. Vasco da Gama era o navegador que navegou cerca do Cabo da Boa Esperança para chegar à Índia em 1498*. Esta realização formou parte da sua grande viagem de 1497-1499. Uns anos mais tarde, em 1502**, a nau voltou a navegar, comandada por Vicente Sodré e foi nesta viagem que o barco se perdeu.

Neste dia de viagens seguras e fácieis, é estranho pensar agora sobre Vicente Sodré, e o seu lugar de descanso, no fundo do mar, quase esquecido pela História. Que corajoso ao desafiar uma viagem em volta do mundo desconhecido numa nau de madeira! É difícil de pensar num acto equivalente hoje em dia. Talvez voar no espaço

*mil quatrocentos e noventa e oito.

**mil quinhentos e dois

Thanks again to Sophia for help with the corrections.

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Exam Pressure

One of the things that’s keeping me motivated to work  every day is the knowledge that I have an exam in May. The standard model for competency in European languages is known as The Common European Framework of Reference for Languages and the Portuguese variant of it is known as Centro de Avaliação de Português Língua Estrangeira (CAPLE). It has six stages, corresponding to the main framework’s A1, A2, B1, B2, C1 and C2. I am taking the B1 exam (known as the Diploma Elementar de Português Língua Estrangeira) at a centre here in the UK (sign up here if you’re interested). It’s a good way of increasing motivation and of course of proving to the world that I really am quite good at Portuguese, and not just braggin’. The trouble is, yesterday I did a test paper based on the A1 exam (that’s the easiest level of all) and I couldn’t do it at all. Specifically, I couldn’t tune in to what was being said. I’m a bit worried now. I need to boost my confidence levels somehow.

Partly, I suppose, I missed out on a lot of the basic school exercises in my rush to get ahead into complex sentences. For example I had never tried to write a letter or email in Portuguese. There’s a tutor who has written a helpful page about it though so that was a good place to start. Maybe I need to work through some more things like that and get some experience under my belt. Back to the books…

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My First Memrise Deck

In search of amusement, I made my own list of vocabulary in Memrise, using words relating to running, training and general gym stuff. It’s here if you’re interested but you’ll need to be a Memrise user to see it. I wrote the last blog post – O Alarde – using the same list.

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O Alarde

Esta manhã, como todas as outras, acordei às cinco. Tomei o pequeno-almoço de oito ovos crus e um copo de sumo de laranja. Vesti uns calções, uma t-shirt, meias curtas e sapatilhas de corrida (deixei-as na cadeira a noite passada). Saí do apartamento e corri uma maratona (uma corrida que consiste em quarenta e dois vírgula dois quilómetros). Voltei duas horas mais tarde, espremi o suor da minha t-shirt e comi o segundo pequeno-almoço de mais quatro ovos.

Passei o resto da manhã a fazer flexões com um saco de areia nas minhas costas para fazê-las de forma mais difícil. Depois do almoço (mais onze ovos… e uma uva para os hidratos de carbono) e ler algumas paginas de “Level Up Your Life” de Steve Kamb para a motivação, comecei de fazer os exercícios verdadeiros: halterofilismo. Corri para o ginásio (só fica a vinte quilómetros do meu prédio), levei o haltere maior e ergui-o em cima da minha cabeça com uma mão. Como em todos as tardes, fiquei no ginásio durante cinco horas. Fiz duzentos agachamentos de forma correta, trezentos supinos, mil duzentas e quinze elevações, duas horas a saltar à corda e uma hora de treino intervalado de alta intensidade. Depois disto, bebi um shake de proteínas e fiz os meus alongamentos.
Se tivesse uma fotografia deixaria-a aqui mostrar os meus músculos enormes e barriga definida mas não tenho. Desculpe. Em vez disto, há uma imagem doutro homem que é quase tão forte como eu.


This was originally on iTalki but it’s not possible to write a proper corrected version. Thanks to my teacher, Sophia for correcting my terrible errors.

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Amor de Perdição – Free Download!

Fiquei feliz de encontrar o livro audível de Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco, disponível de fazer o download gratuitamente em Librivox ontem. Librivox é um projecto voluntário para narrar vários livros de domínio público e distribui-los na internet. Há também outras obras Portuguesas, incluindo Os Lusiadas mas parecem narradas por Brasileiros, assim evito os seus sotaques pelas razões habituais. Espero ouvir isto cedo!

O Comentário em Librivox diz:

Amor de Perdição é uma das obras mais marcantes de Camilo, um dos mais importantes e proliferos romancistas portugueses. Inspirado nos amores de Romeu e Julieta, Camilo conta-nos a história do amor proibido de seu tio Simão, de intrigas, crimes e desespero. Mas a história relata-nos também o seu próprio sofrimento, já que Camilo a escreve na Cadeia da Relação do Porto, onde está preso por um amor proibido

…or in English…

I was really pleased to come across a free download of the audiobook of Love of Perdition* by  Camilo Castelo Branco on Librivox the other day. Librivox is a voluntary project to record audio versions of public-domain works for distribution via the internet. They have a few other Portuguese works too, including The Lusiads but they seem to be recorded by someone in Brazil so I’m avoiding the accent for the usual reasons. I’m looking forward to this though!

The Librivox blurb says:

Love of Perdition* is one of the most remarkable works of Camilo, one of the most important and prolific Portuguese novelists. Inspired by the loves of Romeo and Juliet, Camilo recounts the history of the forbidden love of his uncle Simão, of the intrigues, crimes and despair. But the story tells us also of his own suffering, because Camilo wrote it in the Cadeia da Relação in Porto, in which he is imprisoned for a forbidden love.

*=I believe it’s known as “Doomed Love” in the standard translation, actually.

Thanks again for Sophia for help correcting the original version of this.