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Hallowe’en

Hallowe’en (ou simplesmente “Halloween”) é uma celebração feita em vários países, principalmente anglófonos, no dia 31, que tem origem nos dias antes da chegada do cristianismo na Europa. Acontece antes da festa ocidental cristã do Dia De Todos os Santos. O nome significa “o ia antes do Dia de Todos os Santos”). Acho que é designado “o Dia das Bruxas” em alguns países (incluindo Portugal).
Nos anos 70 e 80, quando eu era novo, o Hallowe’en consistia numa festa pequena com uma lanterna feita duma couve-nabo e um vela. As crianças jogavam com jogos tradicionais: por exemplo, um maçã suspensa no tecto, e o primeiro miúdo que conseguisse mordê-la ganhava. O que é que ele ganhava? Ganhava uma maçã, claro! Ah, era uma época mais simples. Mais secante mas mais simples. O Hallowe’en era um festival menor, cinco dias antes do dia de Guy Fawkes, onde celebramos a tortura, a guerra religiosa e a punição capital. Como disse: uma época mais simples.

Hoje em dia, a influencia da nossa colónia outrora através do Oceano Atlântico mudou o festival a ponto de não a reconhecer mais. Agora, as lanternas são feito de abóboras, e o “Trick or Treat” (“doçura ou travessura”) é uma grande parte do dia e os jovens, adolescentes até adultos fazem parte das festas de fantasia, vestidos como bruxas, fantasmas ou simplesmente personagens dos filmes, televisão ou cultura popular.

Confesso que tenho saudades do dia das bruxas simples da minha juventude mas sem dúvida a festa de hoje em dia é mais divertida, e se alguém não gostasse dela, ainda havia a festa da tortura, da guerra religiosa e da punição capital daqui a cinco dias.

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Obrigado

I haven’t been as careful as I should be lately about giving credit for the corrections on my Portuguese texts. I get a few corrections on each notebook entry on iTalki but the person doing most of the work on providing actual, proper Portuguese grammar to counteract all the Brazilian opinions is still professional Portuguese teacher Sophia who I pay for an hour of text-corrections per week. She has her blog here and he iTalki profile here if you would like to ask her to do the same for you.

Thanks Sophia for all your hard work. I’ll get the hang of it one day.

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And while I’m on the subject…

….of translated lyrics, you could do a lot worse than have a listen to “Tu Gostavas de Mim” which is by Ana Moura and is sung in a duet with Miguel Araújo on his live album. Araújo is one of the singers in As Azeitonas who I mentioned in the last post and by the way, also the guy singing in “Bitter Portuguese Guy Sings” a few weeks back. I really like the simplicity and the dry humour of it. The whole live album is good, actually.

Translation here

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In the Cartoons

I couldn’t find a translation of “Nos Desenhados Animados” (“in the Cartoons”) by As Azeitonas so I made one on LyricsTranslate. I like it. It’s soppy and nostalgic and has an overwrought widdly-widdly sax solo near the end but that doesn’t make me like it less.

In the Cartoons

I want to be lucky like a cartoon
in the morning on RTP1
You’re my Tom Sawyer
And my Huckleberry Finn
And you come in a mask and a cape
Up there, there are planets without end
You are my super-hero
Without a cowboy hat
With a galleon and a bottle of rum
I was yours and nothing more
One for all and all for one

In the cartoons
I already know the end
The good pioneer
The swordsmen seizing power
and Prince Charming
Always returns to me

I am Jane and you Tarzan
The Juliet of my Dartagnan
If your horse fails you
I have so much to tell
Of the ghost beneath my sheets
Of the treasures we hide from the Spaniards

In the cartoons
I already know the end
The good pioneer
The swordsmen seizing power
and Prince Charming
Always returns to me

When the ending comes
We can change the channel
In the cartoons
It rarely rains and never – almost never – ends badly
[By the power of Greyskull!]

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Back to London 

We were up at the crack of dawn today to get home. I went all the way back with my knuckles clenched white as the plane juddered and shook and banked and the stewards disappeared behind a curtain and made noises like they were battling against a group of armed terrorists.

When I got home I found this bundle of goodies from iTalki waiting for me, as prizes for the Olympic challenge yonks ago. Now I’m just fondling my new books and going through the corrections from the texts I wrote while I was away. Ugh! No matter how many lessons I take, I never seem to learn.

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Buns, Coques and Pompoms

Question from iTalki:

Como se chama este tipo de penteado? Em inglês, chama-se “man bun” (pãozinho de homem), mas em português…?

gq_style-and-how-to-how-to-style-a-man-bun

According to Zico, it’s called “um coque” but that’s in Brazil, and in Portugal that means exactly what you think it would mean. In Portugal it would be “um carrapito” or “um pompom”. Oh and in case you’re wondering, a straightforward ponytail is called “um rabo de cavalo” which is a nice, literal translation = > easy!

 

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Interlude 3: Gentrificação e Turismo

É sempre fácil de esquecer que as forças que conduzem o crescimento e a mudança da nossa própria cidade agem em outras cidades porem toda parte. Por exemplo, notei ontem as diferenças entre as áreas de Lisboa onde há muitos turistas e onde não há nenhuns.
Algumas diferenças são positivas, claro: apartamentos, hotéis, lojas, tudo tinham sido renovados, mas outros aspectos na mudança são mais problemáticos. Por exemplo, sinais escritos em inglês*, lojas cheias de produtos horríveis, e há áreas da cidade onde o ambiente turístico fica tão chato que adivinho que um lisboeta não queira ir.
Os académicos que têm feito estudos da gentrificação dizem-nos que o processo dá benefícios a uma cidade, mas acho que, quando for acompanhado pelos turismos pode prejudicar o carácter da cidade. Neste caso a responsabilidade para evitar danos é com o governo local e com os turistas.

 

*=este frase foi disputada em italki. A minha resposta foi assim: Pode ser não queria dizer “sinais”. Estava a pensar em nomes da varias lojas, texto nas ementas e coisas deste tipo. Por exemplo, no meu blogue, mencionei este mercado, designado “Time Out Market” em vez de “Mercado da Ribeira” ou “Mercado do tempo a fora” ou qualquer nome portuguese.

time-out Alguns Lisboetas jantam lá, pois claro, mas parece um “tourist trap” e confesso que tomámos um almoço e um pequeno-almoço ali durante as nossas férias. Uma empregada disse me que uns clientes zangaram consigo porque não falou bem inglês. É normal que espaços deste tipo vai crescer numa cidade com muitas turistas, mas é saudável…? Hum….

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Interlude 2: A Lavandaria

Muitas pessoas têm-me pedido* “Estimado Senhor Colin, conte-nos mais sobre a sua vida em Lisboa hoje em dia”
Então, eis a história da lavandaria.
Ora, não trouxemos muita roupa connosco no avião. Por isso, depois de três dias, as minhas calças tinham começado a cheirar mal. Não gosto de estar sujo, então fui à lavandaria perto do apartamento em Alcântra. Não tinha usado uma lavandaria desde que era estudante. Custou uma libra lavar as calças, cuecas e quaisquer outras coisas. Duas moedas de vinte “pence” fizeram ficar a roupa quase seca e depois voltei a casa para colocá-las nas costas da cadeira para terminar. Hoje em dia é mais complicado. Na lavandaria “Speed Queen” existe um ecrã para governar o movimento das máquinas lava-roupas, e o pagamento mínimo é de 3,50€ para lavar e o mesmo para secar. Coloquei um euro para o detergente e o processo inteiro custou 8€!

Se a lavandaria fosse tão caro quando era jovem eu teria comprado uma máquina de lavar roupa.

 

 

*uma mentira.

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Interlude 1: Algures em Lisboa…

Enquanto ficamos em Lisboa, arrendamos um pequeno apartamento em Alcântara perto da ponte 25 de Abril. Tem apenas um quarto mas há também uma cama na sala de estar, debaixo do sofá (muito obrigado Ikea!)
As paredes são decoradas com colagens e decalques, e há muitos livros antigos nas prateleiras que dão um ar sofisticado ao espaço. Encontrámos uma cafeteira, um secador do cabelo, e um microondas mas, em contraste com um hotel, não há sabonete e quase não há papel higiénico. Não faz mal, existe um supermercado (o “pingo doce”) perto daqui.
A nossa senhoria parece simpática. Os seus prévios clientes deixaram notas de agradecimento afixadas no frigorífico.

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Férias Dia 5: Adeus Lisboa

Finalmente chegou o quinta e último dia de férias. Tem sido um período curto mas feliz, as nossas primeiras férias fora do país desde que a Olivia era pequenina.

A bandeira #portugal #lisboa #Portuguese #flags

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Começamos com o pequeno-almoço num café, onde encontramos um empregado que acabou por trabalhar em Inglaterra. Depois, fomos ao terminal do “Transtejo” – um barco através do rio. Havia um rapaz em frente de mim na fila, que zangou-se com o funcionário que vendia os bilhetes mas enfim comprei três e embarcamos.

No outro lado do rio, andámos à beira até um elevador e depois andamos mais até chegarmos à estátua do Cristo Rei (acho que é alcunha para “Cristiano Ronaldo”) no caminho, passámos em frente de vários grafites.

A vista do topo da colina era impressionante. Conseguimos ver a cidade toda, o rio e a ponte 25 de Abril

São golfinhos verdadeiros?

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Tendo voltado ao lado de Lisboa, comprámos o almoço no mercado da ribeira. Tive comi um prego e a Catarina e a Olivia comeram bolos de bacalhau. O empregado insistiu em falar inglês,  apesar do facto que eu respondi em português. Eu queria dizer “Olha, meu, estamos em Lisboa, não em Hemel Hempstead!” Então visitámos uma outra estátua: a do Marques de Pombal, o fidalgo louco que reconstruiu Lisboa após do terramoto de 1755. Na estátua há um leão ao seu lado, tipo de Vladimir Putin.

Regressámos ao apartamento por volta das cinco horas para arrumar as malas e as mochilas. Vamos adormecer muito cedo com despertadores a marcar as três da manhã. Vai ser uma pena…