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Entre o Natal e o Dia do Ano Novo

Os seis dias entre o Natal e uma passagem de ano são estranhos. Não são férias mas ninguém quer trabalhar. Muitos escritórios ficam quase vazios. Além disso, as escolas estão fechadas e muitas pessoas gostam de tirar dias de folga para umas férias longas com os seus filhos. Há um sentido do fim de ano mas não há uma renovação que chega em Janeiro. Há muito álcool e muitas delicias em casa e nada para fazer além de consumi-los e escrever as desejos do ano novo.

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Adventures in Booktube

I recently changed my Portuguese book tuber of choice. My new favourite is called Cat in the Net. She makes shortish videos (5-7 minutes or so) about books she has read, and that’s perfect for me. She talks at a frenetic pace but I find I can follow her accent well enough, and she is very funny, so I don’t tune out. Her latest video is about a Christmas reading challenge she’s doing with some other youtubers. There are 5 hosts and about 40 people involved on Facebook.

I don’t think I want to join the group itself, partly because I don’t want to get into Facebook (Twitter is addictive enough, thanks) but mostly because they are all in their twenties and I am easily old enough to be their dad. Well, you know, if I’d been a bit of a slag in about 1994. That’s the thing about youtube: the people who make the videos tend to be young and have young person tastes, so as much as I enjoy it as a way of honing my listening skills, I often feel a bit out of place, bordering on creepy. Hi ho.

So anyway, although I won’t be signing up, I might just follow along with the challenge and read five books – two English, three Portuguese – and make my own video (for this blog, not wider consumption) in which I talk about them in Portuguese for the practice. It’ll give me a fun structure for my language learning over the Christmas break.

The challenge is

  • Ler um livro que te transmita um sensacao de conforto [I thought I’d read The Small Bachelor by PG Wodehouse in English because Wodehouse is totally in my comfort zone]
  • Ler um livro do teu género favorito [Walking Dead book 6 in Portuguese]
  • Ler um livro que te faça de alguma forma lembrar o natal [A Child’s Christmas in Wales, by Dylan Thomas, in English]
  • Ler um livro que te faça lembrar a infancia [Histórias da Terra e do Mar by Sophia de Mello Breyner Andresen]
  • Ler um livro que te tenha* sido oferecido [Romance da Raposa by Aquilino Ribeiro]

    *I’m interested in the use of the present subjunctive here. I wonder why they’ve written it this way. I guess it’s a slightly fancy way of saying it: “read a book that you might have been offered” rather than “read a book that you have been offered” 

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    Bacalhau à Gomes de Sá

    Ontem, não tínhamos quase nada no frigorífico, mas encontrei duas postas de bacalhau. Decidi de fazer um prato tradicional português – Bacalhau à Gomes de Sá. Alterei a receita. Por exemplo, o bacalhau deve estar demolhado, mas o meu estava fresco. Não faz mal.

    Em três tachos, cozi umas batatas, escaldei o bacalhau em leite, e* fritei duas cebolas e uns dentes de alho. Quando as batatas acabaram de cozinhar, cortei-as e coloquei tudo num tabuleiro com sal e pimenta. Levei o tabuleiro ao forno.

    Depois a uns cinquenta minutos, retirei-o do forno e decorei-o com ovos cozidos e azeitonas pretas.

    Para ser honesto, não sou um grande fã de peixe mas a gastronomia dum país parece uma parte importante da cultura. Quero tentar fazer mais receitas portuguesas, além de ler livros e ouvir música de Portugal.

    Primeira tentativa de Bacalhau à Gomes de Sá duma receita portuguesa

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    *=The iTalki correction got rid of this poor little e but I think that’s a misunderstanding of what the sentence is saying. Lists of actions in which the last item in the list contains an “and” often cause confusion in english too

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    O Candidato

    1/12/2016
    Realiza-se hoje na minha cidade uma eleição. Vivemos perto do aeroporto Heathrow no oeste de Londres. Há muitos anos, o governo britânico anunciou a sua decisão de construir mais uma pista em Londres para melhorar o sistema de transportes. Mas onde construir? Esta era a grande pergunta. O nosso deputado, Zac Goldsmith é membro do partido conservador, o partido do governo, mas o que tem em comum com muitos londrinos é que odeia notebook_image_752151o barulho do aeroporto. Por isso, prometeu demitir-se do governo se ficasse decidido construir a nova pista aqui. No mês passado, a decisão publicou-se: a nova pista será em Heathrow. O Zac, um homem de palavra, demitiu-se. Espera-se  que os eleitores irão apoiá-lo como candidato independente*. E talvez tenha razão mas acho que não. Lembramo-nos da eleição da prefeitura [em que ele usou argumentos racistas contra o candidato do partido trabalhador. Os Londrinos não aceitam isso caraças. Lembramo-nos também do seu apoio pelo “Brexit”. Setenta por cento de nós votámos não. Todos queremos parar a pista mas neste caso, acho que o Zac não é o nosso candidato.

     

    *=One correction that changed the meaning of the sentence but was interesting anyway was “Resta aos eleitores apoiarem-no como candidato independente” (it remains with the electors to…” instead of “he hopes the electors will…”

     

    Uma actualização

    O Zac perdeu a eleição!

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    Mudanças de Casa

    Nasci ao fim dos anos sessenta em Edimburgo em Escócia, a minha terra da minha mãe. O meu pai era um médico e a minha mãe uma enfermeira no mesmo hospital. Conheceram-se um ao outro, casaram, e um ano mais tarde fiz a minha entrada no mundo.

    Alem de ser médico, o meu pai era membro do exército britânico – um médico militar. Por causa do seu trabalho, mudámos de casa muitas vezes nos primeiros seis anos da minha vida entre vários acampamentos militares. Vivemos nas cidades do Harrogate e Colchester e passamos três anos em Singapura e depois voltámos para Inglaterra onde vivemos num último acampamento. Entretanto tinha ganhado dois irmãos. Suponho que isso seja algo bom. 🙂

    Enfim, o meu pai saí do exército e a minha família mudou de casa outra vez para uma casa na cidade de Preston, onde ainda moram os meus pais.

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    Ciclovias 

    #UNCORRECTEDPORTUGUESEKLAXON

    Li uma notícia hoje sobre o PSD (Partido Social Democrata) que queixou da câmara municipal de Lisboa. Conforme do PSD, eles construíram demasiadas ciclovias e quase nenhuma ciclistas usam-nas.

    Conheço bem está acusação. É a mesma queixa usada por condutores em toda parte. Não gostam a mudança da cidade numa época de aquecimento global. Preferem os seus carros e receiam o futuro. Não preocupo-me com eles. A sua página de Facebook afirma “não é sobre bicicletas, é sobre prioridades”. Mas para mim, pareceu que foi sobre bicicletas… 

    Suponho o PSD preferiria gasta dinheiro em mais caminhos para Ferraris e para burros*.
    *=uma piada…