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Vamos Caçar Uma Raposa

basil-brush-largeMais política – peço desculpa! 🙂
Um aspecto muito estranho nesta eleição é a prometa do partido conservador deixar-nos a votar sobre a reintrodução da caça das raposas com cães. Esta tradição rural tornou-se ilegal há mais ou menos treze anos durante o governo de Tony Blair.
A caça consiste em uma malta de pessoas ricas ou dos restos das classes feudais, montadas em cavalos, e vestidas com casacos cores-de-rosa, perneiras brancas, capacetes e botas, tudo a correr atrás duma raposa. Junto com eles, há um grupo de cães e um grupo de pessoas de classes baixas que ajudam por identificando uma raposa para caçar. Quando os cães apanham a raposa, é rasgada entre eles, e a tradição diz que o sangue do animal deve de ser pintado no rosto duma pessoa que participa pela primeira vez.
Claro que os agricultores precisam de controlar a população de raposas na quinta para manter as galinhas seguras, e os apoiantes da caça dizem que essa é a melhor forma de fazer isso. Afirmam que é menos cruel do que o uso de armas de fogo. Além disso, alegam que a caça é uma forma de. “sobrevivência do mais aptos”, porque apenas as raposas mais fortes, mais rápidas, mais jovens podem evitar os maxilas dos cães. Mas na minha opinião, este argumento serve os seus próprios interesses. É óbvio que a caça não é nada boa neste sentido.
Um melhor argumento é aquele que diz: o povo rural têm as suas próprias tradições. Estas tradições dão ordem na sociedade rural e criam empregos para as pessoas da área. Os políticos, e pessoas nas cidades em geral não compreendem o modo de vida rural e não têm o direito de exigirem a alguém de fazer o que quer com na sua própria terra.
Mas creio que o crer, para mim, a questão que resta: porquê agora? Com todos os problemas do país: o terrorismo, a economia, o “brexit”, porque é que acham que o mais importante é o direito de correr atrás duma raposa?

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Uma Batida Na Porta, Uma Panfleto na Caixa do Correio

Hoje, enquanto andava a bater nas portas do bairro, encontrei um homem sem roupa. Escondeu-se atrás da porta mas consegui ver a pele dos seus ombros e peito. Ugh! Falei com ele brevemente mas parei o mais depressa possível e fui-me embora. Além disso, encontrei pessoas de várias idades, apoiantes de cada partido. Encontrei também muitas casas vazias. O dia estava bonito com sol, a temperatura estava quente mas não quente de mais, portanto muitas pessoas aproveitavam o sol no parque em vez de ficarem em casa à espera de adeptos dum partido politico. Simpatizo.

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Demasiado Democracia

Desde a eleição nacional de 2015, o povo do meu bairro tem tido três oportunidades para utilizar o seu poder para escolher o governo de qualquer nível:
Em Maio de 2016, aconteceu a eleição do Presidente da Câmara de Londres. O nosso deputado (do partido conservador) candidatou-se mas falhou porque a sua campanha foi racista. Ficamos surpreendidos porque naquele ponto, parecia um homem decente.
No mês seguinte, o Reino Unido inteiro votou para sair da União Europeia. Os eleitores daqui opuseram-se à decisão por 70:30 mas este mesmo deputado apoiou-a. Claro que ficávamos chateados com isso, e para mim, casado com uma portuguesa, isto foi inaceitável!
Então, no fim do ano, o governo tomou a decisão de acrescentar a capacidade do aeroporto Heathrow apesar das manifestações. O deputado demitiu-se, o que forçou a uma nova eleição. Nesta altura, estávamos todos fartos dos bitaites dele. Votámos na candidata liberal-democrática, a Sarah Olney.
Hoje, estamos no meio de mais uma campanha. A primeira ministra, Theresa May, iniciou uma eleição geral para consolidar o seu poder antes dos negócios do Brexit em que pretende seguir um curso confronto; sair do mercado único e do tribunal europeu. Os seus principais oponentes, o partido trabalhador adoptou a mesma proposta: eles também pretendem sair do mercado único. Além disso, o candidato outrora do partido conservador voltou a candidatar-se apesar da politica do governo sobre o aeroporto. Por isso, decidi de entrar no partido liberal democrática. Passei 4 horas desta tarde a tocar nas portas da cidade para perguntar aos eleitores “em quem pretendem votar?” entre outras perguntas. É muito importante: se votássemos no conservador, depois de tudo, deveríamos de estar envergonhados. Mas paradoxalmente, há pessoas que se queixam demasiado da democracia: uma e outra vez, temos que votar. Nós ingleses acostumamo-nos a escolher entre partidos de centro-direita sem diferenças. Enfim, tudo muda; os votos importam e devemos de prestar atenção ao mundo da política.

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Não Tenho Rodas

Recentemente, passei 4 dias fora de casa a trabalhar num outro bairro de Londres. Tinha que terminar um projecto. Foi difícil, mas fiquei muito feliz por ter esta tarefa atrás das costas finalmente. Enquanto que lá estive, comi em restaurantes e deitei-me tarde. O festival da Canção aconteceu e vi-o no televisão.

Depois, voltei para casa. Senti-me muito aliviado. Mas quando passei pela garagem, fiquei chocado. A bicicleta tinha desaparecido e a fechadura estava partida no chão! Tinha ficado ausente por quatro dias e portanto não sabia quando alguém a roubou. Infelizmente, hoje em dia, os ladrões de bicicletas são organizados. Perdi muitas bicicletas na minha vida. Talvez dez e apenas recuperei duas. Às vezes foi a minha própria falta por não prestar atenção à segurança mas noutras – incluindo neste caso – alguém entrou na garagem e forçou a fechadura com ferramentas especializadas.

*suspiro*

E agora vem a pena duma vítima: as viagens a pé, o aborrecimento de pedir um reembolso da companhia de seguros. Às vezes, pá, digo-te, acho que na Arábia Saudita têm leis justas. Cortam os seus mãos. Cortam os seus pés. Cortam as suas cabeças. Continuam a cortar até os ladrões não terem mais nada com que fazer delitos*.

 

*=I actually wrote this last bit in the imperativo “Corte os seus mãos!” channeling the spirit of Mel Smith and Pamela Stephenson (“Cut off their Goolies!”) but my teacher altered it to “they cut off …” which I think sounds weaker but I was too much of a milksop to dispute it.

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Morte Na Horta

Another old one from iTalki, related to my recent post about blue-tits.

notebook_image_799823Esta vista é a mais trágica do meu fim de semana. Como mencionei há uns dias, um par de melharucos azuis fizeram um ninho na casa de pássaros na nossa horta. Infelizmente, quando lá cheguei hoje encontrei a caixa no chão na esquina oposta do lote. Apanhei-a e vi umas marcas de dentes na entrada. As formigas invadiram-na, então quando a abri e espreitei lá dentro, vi as penas azuis e amarelas no cadáver do passarinho. Acho que uma raposa encalhou sob* a cerca e arrastou-a para baixo a caixa para obter uma refeição. Por um lado, eu sei que é algo natural – “natureza rubra nos dentes e nas garras” mas por outro lado, sinto-me triste porque a morte do passarinho podia ter ser evitada se tivesse situado a caixa mais alta do que um metro e meio.

 

*=the marker changed this to “saltou” but no, I’m pretty sure it tunneled under, which is what this says.

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Tudo Está Desordenado

Catching up on corrected texts from iTalki

Há duas semanas começámos a redecorar duas salas no nosso apartamento e comprámos alguns móveis novos. A pintura está seca e a maioria dos móveis já estão (finalmente) feitos mas ainda está uma desarrumação por toda a parte. O sofá está inteiramente escondido sob uma pilha de roupa feminina, há um martelo e umas chaves de fendas na caixa das luvas, e uma confusão de portas, pedaços de papel, espelhos, brinquedos, sacos e nem sequer sei mais o quê, espalhados pelo chão. Várias coisas importantes têm desaparecido – um secador de cabelo, a roupa desportiva da minha filha, algumas ferramentas que preciso. Está tudo tão desarrumado que nesta altura é difícil de imaginar como se volta a ser normal. Será que um de vocês sabe o número de telefone da Mary Poppins?

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Ana Bacalhau – Ciúme

#UNCORRECTEDPORTUGUESEKLAXON

Como talvez saibas, a Ana Bacalhau, o meu ídolo, se tornou mãe (parabéns!). Adivinho que ela faz uma pausa e por isso pode ser devo deixar de ser tanto quanto dum “fan-boy” de Deolinda do que antes e voltar a fazer trabalho de casa. Mas… espera! Ontem, a Ana lançou uma nova canção, escrito por mais um ídolo (ou à menos um cantor do que gosto muito) Miguel Araújo. Ela gravou a nova música sozinha e há um álbum inteiro que irá ser lançado ao fim do ano. É bom? Sim senhor, podes crer!

Peco desculpa, querido leitor, mas tens de ver o teledisco no Youtube. É lá em baixo!