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Segredos da Língua Portuguesa (Marco Neves) #3

O terceiro capítulo do meu livro é o meu favorito até agora. É um discurso sobre línguas e as suas ligações aos conceitos de identidade nacional e fraternidade entre países. Faz referência  ao “imperialismo linguístico” de Vladimir Putin e as tácticas de ditadores de todas as épocas, em que a língua nativa do povo subjugado se esconde, ou ainda melhor se elimina da escola e da praça pública para que possam arrasar o espírito das pessoas. Também se trata da topografia das línguas que surgiram da raiz latina na Europa, evoluíram por percursos diferentes, e escolheram as suas próprias ortografias. O alvo do autor, digamos assim, é o Acordo Ortográfico, que tem o objectivo de apagar as diferenças entre o português brasileiro e o português europeu (ou seja entre as formas escritas), de maneira a apagarem pequenas diferenças que uma grande parte do povo do país mais pequeno considera muito importante para a sua auto-estima. Portanto, tem-se encontrado uma resistência teimosa por pessoas que se sentem ameaçadas por uma cultura mais poderosa.

O capítulo é muito interessante e alimenta mesmo a reflexão. Além disso*, é escrito num estilo muito nítido. Apesar da complexidade do assunto, até um estudante de Português, tal como eu, poderá entender.

Thanks to Sofia and Carla for the corrections

*=I wrote “ainda por cima” which means the same kind of thing but it’s more negative. This bad thing happened and ainda por cima this even worse thing happened as opposed to “além disso”: I baked a cake and além diddo I made biscuits too

 

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Time for a Change of Strategy

I’ve been having a bit of a rethink lately. I’m not making the progress I should, really. I did what I sometimes do: listened to some language-learning podcasts, namely The Fluent Show with Kerstin Cable.

I think the main things I need to do are:

  • Pay more attention to start times (I have drifted into a habit of starting late)
  • Warm up properly (starting a lesson directly from work or from some other aactivity is never healpful. My brain has to already be in Portuguese mode)
  • Ask my teacher to be more interrupty. In general, I don’t like to be interrupted too much because it disrupts my flow, but have a feeling I am maybe being allowed to develop bad habits as a result of saying so, and maybe
  • Get more structure – look at exercises in teh lessons and follow them up between lessons instead of just pursuing a completely separate curriculum as soon as the call ends
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Segredos da Língua Portuguesa (Marco Neves) #2

No segundo Capítulo de “Doze Segredos da Língua Portuguesa”, o Marco Neves fala de sotaques, e faz a pergunta “Existe uma língua padrão, sem sotaques?”

Pois claro, não há. Se alguém falasse sem sotaque, soaria como se fosse um robot. Na realidade, cada um tem o seu própria sotaque, que revela donde é, de qual classe vem, quantos anos tem, e ainda mais.

Este ponto de vista é muito liberal e lembra-nos que ninguém tem o direito de dizer que a sua maneira de falar é melhor do que a do resto do país. Sinto-me confortável com este modo de pensar até que encontrar um cidadão dos Estados Unidos que diz “adoro o seu sotaque inglês! É tão fofo!” Então, de repente, esqueço-me da opinião filosófica e começo a gritar “NÃO SOU EU QUE TENHO SOTAQUE, RAIOS PARTA, ÉS TU!!!*”

 

Obrigado pela ajuda, Lais e Sofia

*=someone who didn’t understand the point of this daft joke, pointed out that I do have an accent. This is a bit depressing since it seems to imply I’d failed to convey the point I was trying to make but my reply was: “Isso mesmo! Só queria dizer que todos temos os nossos próprias de vista, incluindo eu, e não é sempre racional e razoável. Imagino que inglês é inglês-inglês e inglês americano é um perversão grotesco falado por Trump. Por outro lado, para os americanos, nós parecemos personagens dum filme antigo que nos vistamos como Robin Hood e adoremos a rainha. Uma vez, um gajo americano perguntou-me “poderias simplesmente largar o teu sotaque e falar numa maneira normal como nós”? Ora bem, eu sei que ambos tínhamos um sotaque mas o meu orgulho nacional tomou controlo e a minha resposta era “a língua chama-se inglês porque vem da Inglaterra, pá! és tu que tens sotaque!” Como penses que reagirias se um brasileiro te fizesse a mesma pergunta?”

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Segredos da Língua Portuguesa (Marco Neves) #1

O primeiro capítulo do livro “Doze Segredos Da Língua Portuguesa” de Marco Neves é a sua tentativa lidar com a problema difícil de “saudade” e, mais geralmente, de palavras não traduzíveis.

O seu argumento é que esta questão nunca se trata de palavras literalmente intraduzíveis. Para elucidar este ponto de vista, há duas linhas de pensamento*. Por um lado, é sempre possível, traduzir qualquer palavra mas pode-se precisar de uma frase, ou pelo menos precisar que acrescente um adjectivo. Por outro lado, há muitas palavras aparentemente fáceis que se tornam, quando pensarmos nelas, mais complicadas. Quando um alemão diz “pão” em vez de “brot”, achamos que o entendemos, mas a imagem na sua mente é de uma comida escura e pesada, feita de centeio. Não é a mesma coisa do que o que está na cabeça dum ouvinte inglês ou português, e por isso, podemos dizer que é um tradução fiel?

Eu não tenho paciência para isso, mas afinal, chegou à conclusão certa. O que estas palavras nos dizem é: quais são os conceitos específicos que a gente se sente o suficiente que valha a pena inventar uma palavra especifica para não ser prolixo.  No final do capítulo, o autor dá muitos exemplos bonitos de tais palavras intraduzíveis de várias línguas.

 

*=originally “ataque” but apparently portuguese arguments don’t have lines of attack, the reasonable, fair-minded bastards!

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O Amor Infinito Que Te Tenho

Livro do Paulo Monteiro

Hum… O livro tem 60 páginas e contém 10 contos. Obviamente, estamos na presença dum autor que usa um estilo bem lacónico. As histórias são esquisitas, escuras, perturbantes – mais parecidas com os contos de Franz Kafka do que um BD tradicional. Na verdade, apenas dois contos têm a marca duma BD: balões de texto. Os outros são, propriamente, pequenas peças de ficção, alguns pouco maiores do que um tweet, ilustrados com desenhos escuros ou arrepiantes. Fico contente por ter lido mas não tenho a certeza se apreciei. Vou colocá-lo numa prateleira longe da minha cama para não ter pesadelos.

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Esteja em Alerta*

sunblockrobo02afA DGS (Direcção Geral da Saúde) emitiu um aviso ontem por causa duma previsão de temperaturas elevadas e ventos fortes nas terras altas e à beira do Atlântico. O conselho que dão é transportar uma garrafa de água a todo tempo para não ficar desidratado, ficar em casa (se for possível) durante as horas mais quentes do dia com as cortinas corridas, ou, ainda melhor, as persianas ou portadas fechadas para excluir os raios do sol, e vestir roupas leves e frescas

Fora de casa, o DGS recomenda que as pessoas usem protector solar com índice de proteção bem alto e óculos de sol.

Além disso, avisa que toda a gente evite refeições quentes ou “muito condimentadas”, embora esta última dica não faça sentido nenhum: os países bem conhecidos pelas suas cozinhas nacionais bem condimentadas são os países tropicais: Índia, México, e as ilhas Caraíbas, por exemplo, todos os quais têm climas muito mais quentes do que Portugal. Um caril com arroz nunca fez mal a ninguém!

Pois claro, cada pessoa é diferente. Os mais vulneráveis devem tomar ainda mais cuidado com a saúde do que a maioria.


Thanks to Thais, Carla for successive waves of help on this

*=I originally posted this on italki as “seja alerta – o seu país precisa de mais lertas” which is a literal translation of a crap joke “be alert – your country needs lerts”. It doesn’t really work though because being alert is an “estar” situation and being a lert is a “ser” situation.

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Unexpected Prepositions

Just straight doing my homework online now: this is about grammar and unexpected prepositions in sentences. For example

  • “O cheiro a gasolina” (literally “the smell at petrol”)
  • “Eu conheço apenas dois abrunheiros ao alcance dum homem de meia idade numa bicla” (“I know of only two blackthorn trees to the reach of a middle aged man on a bicycle”… which is a phrase most of us use every day)
  • “As mulheres que fizeram parte da luta para os direitos das mulheres votarem” (the women to took part of the struggle for women’s suffrage”)
  • “Viciado no Facebook” (“addicted in Facebook”)

I was hoping there’d be a way of thinking about prepositions, or the meaning of prepositions that would make it easier to select one if I came across a situation, in the wild, that seemed to need one. Currently what I do is translate in my head from an english phrase I want to say and choose the portuguese preposition that matches. So with the last one, for example, I would have said “Viciado ao Facebook”.

Unfortunately there doesn’t seem to be an easy answer to this – you just have to learn the whole phrase – viciado em… and use it as much as possible to make that way of talking stick. Presumably, after a while, it gets easier…

Incidentally, sometimes different prepositions can be used in different contexts. For example, O Cheiro a gasolina” is the smell of gasoline in the abstract, whereas if you are being more specific it would be “o cheiro de gasolina” and if you were talking about an actual puddle of it you’d use “da”. In Hugo Lourenço’s book Ruínas he writes of his memory of car journeys with his family: “E poucos segundos depois o cheiro a gasolina infiltrava-se as narinas e eu inspirava-o com prazer. Sempre gostei do cheiro da gasolina, hoje não é diferente”. I think in the first instance he’s talking about a gasoliney smell and in the other he’s talking about times when he has smelled actual gasoline.

Petrol. I mean Petrol.

I don’t think it’s very clear-cut though. For example, I’ve seen two versions of a well-known quote from Apocalypse Now, which gives me an excuse to photoshop it twice:

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So I think that’s “I love a Napalmy smell in the morning” on the left and “I love smelling whatever Napalm happens to have been dropped on the village in the morning” on the right.

Anyroadup, I’m meant to do three examples of each so here goes. I’ll count the photoshop as one.

O cheiro a…

  • O cheiro a lavanda lembra-me da minha avó.
  • Lembro-me do verão de 1976: o calor, os dias compridos e o cheiro a relva cortada no ar.

O cheiro de…

  • Abri o guarda-roupa e o meu nariz foi assaltado pelo cheiro de lavanda.
  • Nunca mais voltarei para o restaurante: a comida foi mal cozinhada e o cheiro de suor do empregado era nojento!

Ao alcance

  • O preço destes moveis está ao alcance de alguém, de qualquer nível de rendimento.
  • Amarrei o cão a uma árvore e deixei uma tigela de água ao alcance da corda.
  • O golo dos espanhóis encontrou-se ao alcance do pé de Ronaldo mais uma vez

Fazer parte de

  • Quando era jovem, fiz parte duma peça de teatro.
  • O governo de Trump não faz parte da aliança das nações do oeste tal como na época do presidente Obama, ou os seus antecedentes.
  • Quero fazer parte duma corrida de dez quilómetros no final do verão.

Viciado em

  • Durante a minha adolescência, fiquei viciado em cafeína.
  • O sistema económicas do mundo está viciado em óleo cru.
  • A minha filha está viciada em shippar personagens de mangá

Update – a couple of days later

O cheiro a…

  • Durante os anos, a escola ficou permeada pelo cheiro a couve.

O cheiro de…

  • O cheiro de couve informou-me que o jantar estava quase pronto.

Ao alcance

  • Se trabalharmos juntos, um aumento de desempenho de 50 por cento está ao nosso alcance.

Fazer parte de

  • Se quiseres fazer parte da peça de teatro, é preciso ensaiar muito connosco

Viciado em

  • Durante os anos oitenta, a minha avó ficou viciada na série “Dallas”
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The Shipping Forecast

I think this might be my favourite example of weird english slang being absorbed into portuguese. So far I have only come across brazilian examples, but like the US and UK, these things have a way of making their way across the atlantic. For those of you who don’t have kids of a certain age, “shipping” is when you speculate/imagine/fantasise about two people, real or imaginary, who are, or should be in a relationSHIP. From what I can tell, tween girls seem to do it a lot with males: fictional characters, pop stars, or whoever. I’m not sure why their being gay should be so exciting, but who can understand anything when it comes to tweenagers? Often there’s a ship name like Rydon (Brendon Urie and Ryan Ross) or Klance (Keith and Lance from the series Voltron). It’s always kinda been around in celebrity gossip (Brangelina, for example) but seems to be a huge deal in fandoms, with people arguing over matches between diverse and unlikely characters.

I just love that it’s become a proper portuguese verb, although I’m a little sad to see it’s not on conjuga-me.net yet. Most new additions to the language from english end up being AR verbs because they’re more regular than ER or IR.

The video below contains (a) brazilian accent and (b) coraçõezinhos

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Possessive Pronouns and Round Skirts

So I’m trying to sort out some basic grammar that I probably should have worked out a long time ago. To do this, I’ve been working with a different teacher who lives in the UK, simply because I don’t have the skills to be able to even ask the question in Portuguese and I needed someone

Today: What’s the difference between these ways of exressing possession.

  • A sua propriedade
  • Propriedade sua
  • A propriedade dele

It always seems a bit random and I’ve never quite been able to spot a pattern. The third one is the obvious odd one out because it’s the only one that makes it clear that it’s the property of “him”, whereas the others could all be him, her, them, or, if you’re being formal, the person you’re speaking to, so in a way that helps – you could use when you wanted to be very specific about who it belongs to. In practice, I’m told, it’s also used in less formal, spoken situations.

As for the first and second, the answer seems to be simpler than I thought though: it just depends whether you have a definite article in there. If it’s a specific thing: this is his property, it’s “a sua propriedade”, whereas the second quote, which comes from my review of the film Comboio de Sal e Açúcar is about the subject’s attitude: he treated the passengers as his property.

There are some examples given here on Ciberdúvidas:

  • O livro é de um amigo meu [indefinite article: it belongs to a friend of mine]
  • O livro é do meu amigo [definite article: it belongs to my friend]

Now, here’s the shock though: I had been thinking of these words – seu, meu, minha, etc as possessive pronouns, but they’re not, they’re determinantes – more like adjectives, really: In “o meu amigo”, “amigo” is the noun and “meu” just determines whose friend he is. Meu can also be a possessive pronoun but only when it stands in for the noun.

“O Donald, as suas mãos são pequenas; as minhas são grandes”. In this sentence, “suas” is another determinant but “minhas” is a possessive pronoun because I’m using it instead of saying the whole noun again “as minhas maãos”. In english it’s doing the job of “mine” instead of just “my”. There are some other examples, explained in portuguese on Ciberdúvidas.

OK, simple, I can understand a couple of simple rules like that. I guess, though, it’s like most rules in english: you obey them only insofar as you can do so without writing something ugly. So I cam across a counter-example within about ten minutes of this conversation happening in the song “Saia Rodada” by Carminho. I’ve pasted the lyrics below and highlighted forms that match in green and the one that doesn’t in red.

Vesti a saia rodada
P’r’ apimentar a chegada
Do meu amor
No mural postei as bodas
Rezei nas capelas todas
Pelo meu amor
Vem lá de longe da cidade e tem
Os olhos rasos de saudade em mim
E eu mando-lhe beijos e recados em retratos meus
Pensa em casar no fim do verão que vem
Antes pudesse o verão não mais ter fim
Que eu estou tão nervosa com esta coisa do casar
Meu Deus
Vesti a saia rodada
P’r’ apimentar a chegada
Do meu amor
No mural postei as bodas
Rezei nas capelas todas
Pelo meu amor
Por tantas vezes pensei eu também
Sair daqui atrás dos braços seus
De cabeça ao vento e a duvidar o que faz ele por lá
São os ciúmes que a saudade tem
E se aos ciúmes eu já disse adeus
Hoje mato inteiras as saudades que o rapaz me dá

(source)

I think all that’s happening here is that she’s stretched the normal rules to make the rhyme with “adeus” work in the next triplet. I’ve added it to my list of questions for next time.

Anyway, as a side note, I wondered what a “saia rodada” was anyway. A round skirt? I googled it and saw a load of pictures of… well… skirts. So I asked online and was told it would all make sense if I searched for videos of “saia rodada danca” but it didn’t work because there’s an insupportable brasilian rock band called saia rodada and this is the first video I got.

But then a portuguese guy mentioned that it was “folclorico” so I added that into my search and had more luck. Apparently it’s a long, swishy skirt that is used in a lot of dances because of the way it moves. Here are some people demonstrating. Tag yourself, I’m the guy in the grey trousers.

WHew! It’s been a long time since I wrote this much about grammar and general musings. Well, come for the determinantes possessivos, stay for the grupo folclórico.

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1986 A Série – Opinião

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Uma das contas portuguesas que eu sigo no Instagram é a de Nuno Markl. Durante o ano passado começou a deixar indicações dum novo projecto – uma série de comédia que estava a escrever sobre a eleição de 1986 entre o socialista Mario Soares e o conservador Diogo Freitas do Amaral. O Markl é conhecido (entre outras coisas) pela sua nostalgia dos anos oitenta e o seu amor da cultura desta época. Eu fiz 17 anos em 1986 e por isso fiquei muito entusiasmado por ver o resultado. Não temos canais portugueses aqui no apartamento – ou seja, se existem, não faço ideia como encontrá-los porque há demasiados botões no telecomando. Mas não me importa porque o site do RTP é disponível para os coitados cidadãos de Brexitland para deixá-nos ver os produtos culturais dos nossos amigos e vizinhos.

Cá para mim, como estrangeiro, o estilo da série parece uma mistura de dois estilos: o da série americana de hoje, e o duma comédia daquela época. Há 13 episódios, cada um entre 40 e 45 minutos. A cinematografia foi bastante moderna mas às vezes os actores utilizaram duplos olhares e expressões faciais muito exageradas, como os actores de comédias tradicionais. A trama trata-se dum grupo de adolescentes. O primeiro é Tiago, fã dos Smiths (a minha banda preferida!), e filho dum comunista que deve “engolir o sapo de Soares”. Ele apaixona-se por uma “betinha”, cujo pai é apoiante do “sacana de facho”. Os dois e os amigos deles enfrentam-se os desafios da vida escolar.

29094830_206249366629505_2264383208869068800_nHavia muitos aspectos engraçados, tal como o sarcasmo da rapariga gótica e a raiva exagerada do pai do Tiago. Também gostei da nostalgia da cultura compartilhada pelos dois países – música, filmes, computadores, roupas, livros. Às vezes tornou-se ligeiramente auto-indulgente, mas gostei apesar disso.

Claro não sou especialista em televisão portuguesa, e custa-me muito entender os sotaques e os ritmos da fala dos actores, portanto é provável que a minha opinião não conte por nada, mas se quiseres saber o que é que pensei, lá está!

Spoiler: Soares venceu. Então não precisas de ver