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Não Tenho Rodas

Recentemente, passei 4 dias fora de casa a trabalhar num outro bairro de Londres. Tinha que terminar um projecto. Foi difícil, mas fiquei muito feliz por ter esta tarefa atrás das costas finalmente. Enquanto que lá estive, comi em restaurantes e deitei-me tarde. O festival da Canção aconteceu e vi-o no televisão.

Depois, voltei para casa. Senti-me muito aliviado. Mas quando passei pela garagem, fiquei chocado. A bicicleta tinha desaparecido e a fechadura estava partida no chão! Tinha ficado ausente por quatro dias e portanto não sabia quando alguém a roubou. Infelizmente, hoje em dia, os ladrões de bicicletas são organizados. Perdi muitas bicicletas na minha vida. Talvez dez e apenas recuperei duas. Às vezes foi a minha própria falta por não prestar atenção à segurança mas noutras – incluindo neste caso – alguém entrou na garagem e forçou a fechadura com ferramentas especializadas.

*suspiro*

E agora vem a pena duma vítima: as viagens a pé, o aborrecimento de pedir um reembolso da companhia de seguros. Às vezes, pá, digo-te, acho que na Arábia Saudita têm leis justas. Cortam os seus mãos. Cortam os seus pés. Cortam as suas cabeças. Continuam a cortar até os ladrões não terem mais nada com que fazer delitos*.

 

*=I actually wrote this last bit in the imperativo “Corte os seus mãos!” channeling the spirit of Mel Smith and Pamela Stephenson (“Cut off their Goolies!”) but my teacher altered it to “they cut off …” which I think sounds weaker but I was too much of a milksop to dispute it.

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Morte Na Horta

Another old one from iTalki, related to my recent post about blue-tits.

notebook_image_799823Esta vista é a mais trágica do meu fim de semana. Como mencionei há uns dias, um par de melharucos azuis fizeram um ninho na casa de pássaros na nossa horta. Infelizmente, quando lá cheguei hoje encontrei a caixa no chão na esquina oposta do lote. Apanhei-a e vi umas marcas de dentes na entrada. As formigas invadiram-na, então quando a abri e espreitei lá dentro, vi as penas azuis e amarelas no cadáver do passarinho. Acho que uma raposa encalhou sob* a cerca e arrastou-a para baixo a caixa para obter uma refeição. Por um lado, eu sei que é algo natural – “natureza rubra nos dentes e nas garras” mas por outro lado, sinto-me triste porque a morte do passarinho podia ter ser evitada se tivesse situado a caixa mais alta do que um metro e meio.

 

*=the marker changed this to “saltou” but no, I’m pretty sure it tunneled under, which is what this says.

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Tudo Está Desordenado

Catching up on corrected texts from iTalki

Há duas semanas começámos a redecorar duas salas no nosso apartamento e comprámos alguns móveis novos. A pintura está seca e a maioria dos móveis já estão (finalmente) feitos mas ainda está uma desarrumação por toda a parte. O sofá está inteiramente escondido sob uma pilha de roupa feminina, há um martelo e umas chaves de fendas na caixa das luvas, e uma confusão de portas, pedaços de papel, espelhos, brinquedos, sacos e nem sequer sei mais o quê, espalhados pelo chão. Várias coisas importantes têm desaparecido – um secador de cabelo, a roupa desportiva da minha filha, algumas ferramentas que preciso. Está tudo tão desarrumado que nesta altura é difícil de imaginar como se volta a ser normal. Será que um de vocês sabe o número de telefone da Mary Poppins?

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Ana Bacalhau – Ciúme

#UNCORRECTEDPORTUGUESEKLAXON

Como talvez saibas, a Ana Bacalhau, o meu ídolo, se tornou mãe (parabéns!). Adivinho que ela faz uma pausa e por isso pode ser devo deixar de ser tanto quanto dum “fan-boy” de Deolinda do que antes e voltar a fazer trabalho de casa. Mas… espera! Ontem, a Ana lançou uma nova canção, escrito por mais um ídolo (ou à menos um cantor do que gosto muito) Miguel Araújo. Ela gravou a nova música sozinha e há um álbum inteiro que irá ser lançado ao fim do ano. É bom? Sim senhor, podes crer!

Peco desculpa, querido leitor, mas tens de ver o teledisco no Youtube. É lá em baixo!

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Corre Bem Até Agora

Well, Salvador Sobral is smashing the Eurovision… 

—update—

Ganhou! Tão bom! Uma vitória para o Salvador e para o povo português. Parabéns! 

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What Language Are We In? 

I’ve just heard two people speaking Spanish, and as we were stuck in a lift together I tried to dredge up some of the Spanish I learned at uni. “Espanhóis?” I asked, falling at the first hurdle. And it went downhill from there, with Portuguese words tumbling out one after the other. 

Although it was a but toe-curling, I was secretly pleased since it usually happens the other way around – I’ll wish an in-law Feliz Cumpleanos or something. So,  progress of sorts! They were Argentinian by the way. I told them I hoped they enjoyed their stay. In English. 

—-Later—-

Hm, I’m starting to fret now that maybe they thought that I thought they speak Portuguese in Argentina. Maybe they are in a room in the 4th floor now saying indignantly to each other “What, does he think we’re a southern province of Brazil or something?” 

*sigh*

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Instagram Post

Este livro é um de apenas 5 nas nossas estantes impreso do século XIX. É a primeira edição de “Trilby” de George Du Maurier, que era muito popular depois da publicação em 1894. Hoje em dia a sua influência vive só no nome dum chapéu, e por causa do vilão Svengali, o arquétipo dum manipulador sinistro e carismático. Desfrutei da história de artistas ingleses a viverem no estilo boémio em Paris muito mais do que pensava. A protagonista, a Trilby O’Ferrall é a minha nova paixão literária

🇬🇧 This is one of only 5 books on our shelves that were printed in the 19th century. Its a first edition of "Trilby" by George Du Maurier, which was massively popular when it was published in 1894. These days it is mainly remembered through the hat that was named after it(!) and through the name of the main villain, Svengali, the archetype of the sinister yet charismatic manipulator. I enjoyed the story of British artists living the bohemian life in Paris much, much more than I thought I would. The title character, Trilby O'Ferrall is my new literary crush. 🇵🇹 Este livro é um de apenas 5 nas nossas estantes imprimidos no século XIX. É o primeiro edição de "Trilby" de George Du Maurier, que era muito popular depois de publicação em 1894. Hoje em dia a sua influência vive só no nome dum chapéu, e por causa da vilão o Svengali, o arquétipo dum manipulador sinistro e carismático. Desfruti a história de artistas ingleses a viver no estilo boémio em Paris muito mais do que pensava. A protagonista, a Trilby O'Ferrall é a minha nova paixão literária

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A Traição

E M Forster, um escritor Inglês, escreveu na sua dissertação “O Que Creio” em 1938 “Se eu tivesse que escolher entre trair o meu país ou trair o meu amigo, espero ter a coragem para trair o meu país.”
Lembrei-me desta citação ontem enquanto discutia o futuro com a minha esposa. Ela é portuguesa, e a situação para os cidadãos europeus aqui em Inglaterra está incerta. Por isso, eu, e a nossa filha pensamos em candidatar-nos à dupla cidadania. Mas tenho sentimentos mistos. Não quero ser cidadão de qualquer outro país, mas sei que é essencial manter a família unida, aconteça o que acontecer, e por isso, acho que vou pedir um formulário e preenchê-lo.

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Obviously this is a little overstated because it’s difficult to convey subtle nuance in a language I don’t speak fluently still. I don’t really think of this as a betrayal; it’s really just a precaution in case the worst happens but the way the world is lately, who the hell knows? There are Trump supporters in this country for Christ’s sake!

Thanks to Sophia Celso and Iramao for the corrections