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Ciúme – Translation

I’ve been trying to translate this new Ana Bacalhau song. It’s pretty difficult. I get the general gist: she’s describing her jealousy as a gift she gives. The actual language isnt easy though and I have probably made a load of mistakes.

Mais que uma rosa
More than a rose
Mais que um perfume
More than a scent
Dou-te uma cena de Ciúme
I give you a sense of jealousy
Faço prova aparatosa
I make a huge proof
Do meu amor por ti
Of my love for you
De peito* aberto
With an open heart
Cabeça ao lume
Head aflame
Mostro-te as minhas feridas de guerra
I show you my battle scars
Gentileza que o peito descerra
Kindness that my heart unlocks
Aceita o meu ciúme
Accept my jealousy
À vista de todos por cortesia
In the sight of everyone as a courtesy
Salta-me a tampa
My lid flies off
Vou ao teto
I’m going to the cieling
Como quem cede um afeto
Like someone who gives affection
Em plena luz do dia
In the plain light of day
Ciúme que não sai do peito
Jealousy that doesn’t leave the heart
É espinho que corta a direito
Is the thorn that cuts right through
E queima como sal
And burns like salt
A ferida onde fermenta todo o mal
The injury where the all the evil lies
Podes soltar aos quatro ventos
You can release the four winds
Podes não contar a ninguém
You can’t count on anyone
Mas toma conta dos meus tormentos
But take account of my torments
Como um presente de quem te quer bem
Like a present from a wellwisher
Guarda esta birra de menina
Keep this temper tantrum
Aceita a minha gentileza
Accept my kindness
Guarda com uma certeza
Keep it as a certainty
De haver quem te queira assim
That someone wants you like this 
E se eu às vezes abuso do meu
And if I sometimes abuse my own
É porque nunca acusas o toque
It’s because you never acknowledge the touch
Ciúme que não sai do peito
Jealousy that doesn’t leave my heart
É espinho que corta a direito
Is the thorn that cuts right through
E queima como sal
And burns like salt
A ferida onde fermenta todo o mal
The injury where the all the evil lies

 

*=Peito actually means “breast” but “heart” was the only way I could make it sound non-ridiculous in english.

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Os Vampiros

30301337Este livro é uma banda desenhada* que fala dum grupo de soldados no exército português, destacados numa missão no Senegal, numa manobra contra os rebeldes nos últimos meses da Guerra Colonial na Guiné. Enquanto que penetram** cada vez mais selva a dentro***, os seus medo e cansaço acrescentam, até atingirem um estado de paranóia. Existem vários episódios que proporcionam alívios cómicos, misturadas com horror. Por exemplo, um soldado raso**** se vangloria da sua grande sorte e imediatamente depois – ele pisa numa mina.
Quase nunca vemos o verdadeiro inimigo – os monstros, pálidos e magros, que se escondem na escuridão. Já têm matado os rebeldes. Enfim, a história é um pouco esquisita. Não segue o caminho dum argumento num livro de vampiros. O medo e as relações entre os soldados são os destaques da história.

*=Apparently this is only a Portuguese expression. In Brazil it’s “Estória em quadrinhos”. Cómico is also used in Portugal, but maybe banda desenhada is equivalent to “graphic novel”? At least, booktubers I watch use BD in preference to Cómico.

**=I used “aprofundam” but meaning “they go deeper [into the jungle]” but Mrs L says you can’t talk about depth in this way, only if you are actually literally plunging down into a pool or a hole or something. It can also be used for feelings getting deeper though.

***=Not “dentro da selva”. This is how you say “into the heart of the jungle”, as counter-intuitive as it seems!

****=I originally wrote “Privado” here. As I explained to a confused Brasileiro: “…a palavra “privado” foi uma tradução da palavra inglesa “private” que significa (no reino unido ou nos estados unidos) um soldado do primeiro… hm… não sei como dizer…. ao fundo da hierarquia? Faz sentido? Um soldado novo o que ainda não passou a sargento. Claro que não é a palavra certa em português mas existe um equivalente? Percebo que andas a estudar inglês também. Espero que o meu erro ajudaras-te aprender!” The Portuguese military hierarchy can be found here if you are interested.

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Adventures in Bilingual Instagramming

I’ve been trying to write most of my instagram posts in both english and portuguese recently. It’ a good way of getting some daily practice without feeling the need to write a whole mini-essay in iTalki. Here is a sampling of posts from our recent trip to the Hay on Wye literary festival for example. I usually prefix each section with the emoji flag of the UK and Portugal, which works well on the telemóvel but in a laptop browser it just shows as “GB” and “PT”

 

🇬🇧 At last, a good use for cars. 🇵🇹 Finalmente, há um bom uso para carros

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🇬🇧 The batcave 🇵🇹 A caverna dos morcegos

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🇬🇧 All over for the day 🇵🇹 Já acabou por hoje #hay30 #hayfestival

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Instagram

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Isto é um lembrete da altura em que a frase “não há razões para estarmos* alarmados**” foi usada nos dias ainda mais escuros do que os actuais, e quando os Estados Unidos tinham um presidente melhor. Estou mesmo maravilhado com os escritores e jornalistas que trabalharam juntos durante a Segunda Guerra Mundial para manterem o povo motivado, apesar de que alguns exemplos já parecem doutro planeta. Claro que isso é propaganda e hoje em dia parece-nos algo sinistro mas… Ora, nos anos quarenta*** foi muito importante que todos trabalhassem juntos.

 

*=I originally wrote “estar” which is what Público uses in its news report but Sophia assures me Público slipped up and it should be infinitivo pessoal.

**=Se não ouviu dizer disso, a frase “no need for alarm” refere-se a esta historia nos jornais http://www.dn.pt/mundo/interior/londresatentados-trump-critica-reacao-de-presidente-da-camara-de-londres-8534412.html

***=Actually should just be a 40 but I like writing out the words, if ony because it helps me to rememberhow to spell them!

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Vamos Caçar Uma Raposa

basil-brush-largeMais política – peço desculpa! 🙂
Um aspecto muito estranho nesta eleição é a prometa do partido conservador deixar-nos a votar sobre a reintrodução da caça das raposas com cães. Esta tradição rural tornou-se ilegal há mais ou menos treze anos durante o governo de Tony Blair.
A caça consiste em uma malta de pessoas ricas ou dos restos das classes feudais, montadas em cavalos, e vestidas com casacos cores-de-rosa, perneiras brancas, capacetes e botas, tudo a correr atrás duma raposa. Junto com eles, há um grupo de cães e um grupo de pessoas de classes baixas que ajudam por identificando uma raposa para caçar. Quando os cães apanham a raposa, é rasgada entre eles, e a tradição diz que o sangue do animal deve de ser pintado no rosto duma pessoa que participa pela primeira vez.
Claro que os agricultores precisam de controlar a população de raposas na quinta para manter as galinhas seguras, e os apoiantes da caça dizem que essa é a melhor forma de fazer isso. Afirmam que é menos cruel do que o uso de armas de fogo. Além disso, alegam que a caça é uma forma de. “sobrevivência do mais aptos”, porque apenas as raposas mais fortes, mais rápidas, mais jovens podem evitar os maxilas dos cães. Mas na minha opinião, este argumento serve os seus próprios interesses. É óbvio que a caça não é nada boa neste sentido.
Um melhor argumento é aquele que diz: o povo rural têm as suas próprias tradições. Estas tradições dão ordem na sociedade rural e criam empregos para as pessoas da área. Os políticos, e pessoas nas cidades em geral não compreendem o modo de vida rural e não têm o direito de exigirem a alguém de fazer o que quer com na sua própria terra.
Mas creio que o crer, para mim, a questão que resta: porquê agora? Com todos os problemas do país: o terrorismo, a economia, o “brexit”, porque é que acham que o mais importante é o direito de correr atrás duma raposa?

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Uma Batida Na Porta, Uma Panfleto na Caixa do Correio

Hoje, enquanto andava a bater nas portas do bairro, encontrei um homem sem roupa. Escondeu-se atrás da porta mas consegui ver a pele dos seus ombros e peito. Ugh! Falei com ele brevemente mas parei o mais depressa possível e fui-me embora. Além disso, encontrei pessoas de várias idades, apoiantes de cada partido. Encontrei também muitas casas vazias. O dia estava bonito com sol, a temperatura estava quente mas não quente de mais, portanto muitas pessoas aproveitavam o sol no parque em vez de ficarem em casa à espera de adeptos dum partido politico. Simpatizo.

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Demasiado Democracia

Desde a eleição nacional de 2015, o povo do meu bairro tem tido três oportunidades para utilizar o seu poder para escolher o governo de qualquer nível:
Em Maio de 2016, aconteceu a eleição do Presidente da Câmara de Londres. O nosso deputado (do partido conservador) candidatou-se mas falhou porque a sua campanha foi racista. Ficamos surpreendidos porque naquele ponto, parecia um homem decente.
No mês seguinte, o Reino Unido inteiro votou para sair da União Europeia. Os eleitores daqui opuseram-se à decisão por 70:30 mas este mesmo deputado apoiou-a. Claro que ficávamos chateados com isso, e para mim, casado com uma portuguesa, isto foi inaceitável!
Então, no fim do ano, o governo tomou a decisão de acrescentar a capacidade do aeroporto Heathrow apesar das manifestações. O deputado demitiu-se, o que forçou a uma nova eleição. Nesta altura, estávamos todos fartos dos bitaites dele. Votámos na candidata liberal-democrática, a Sarah Olney.
Hoje, estamos no meio de mais uma campanha. A primeira ministra, Theresa May, iniciou uma eleição geral para consolidar o seu poder antes dos negócios do Brexit em que pretende seguir um curso confronto; sair do mercado único e do tribunal europeu. Os seus principais oponentes, o partido trabalhador adoptou a mesma proposta: eles também pretendem sair do mercado único. Além disso, o candidato outrora do partido conservador voltou a candidatar-se apesar da politica do governo sobre o aeroporto. Por isso, decidi de entrar no partido liberal democrática. Passei 4 horas desta tarde a tocar nas portas da cidade para perguntar aos eleitores “em quem pretendem votar?” entre outras perguntas. É muito importante: se votássemos no conservador, depois de tudo, deveríamos de estar envergonhados. Mas paradoxalmente, há pessoas que se queixam demasiado da democracia: uma e outra vez, temos que votar. Nós ingleses acostumamo-nos a escolher entre partidos de centro-direita sem diferenças. Enfim, tudo muda; os votos importam e devemos de prestar atenção ao mundo da política.

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Não Tenho Rodas

Recentemente, passei 4 dias fora de casa a trabalhar num outro bairro de Londres. Tinha que terminar um projecto. Foi difícil, mas fiquei muito feliz por ter esta tarefa atrás das costas finalmente. Enquanto que lá estive, comi em restaurantes e deitei-me tarde. O festival da Canção aconteceu e vi-o no televisão.

Depois, voltei para casa. Senti-me muito aliviado. Mas quando passei pela garagem, fiquei chocado. A bicicleta tinha desaparecido e a fechadura estava partida no chão! Tinha ficado ausente por quatro dias e portanto não sabia quando alguém a roubou. Infelizmente, hoje em dia, os ladrões de bicicletas são organizados. Perdi muitas bicicletas na minha vida. Talvez dez e apenas recuperei duas. Às vezes foi a minha própria falta por não prestar atenção à segurança mas noutras – incluindo neste caso – alguém entrou na garagem e forçou a fechadura com ferramentas especializadas.

*suspiro*

E agora vem a pena duma vítima: as viagens a pé, o aborrecimento de pedir um reembolso da companhia de seguros. Às vezes, pá, digo-te, acho que na Arábia Saudita têm leis justas. Cortam os seus mãos. Cortam os seus pés. Cortam as suas cabeças. Continuam a cortar até os ladrões não terem mais nada com que fazer delitos*.

 

*=I actually wrote this last bit in the imperativo “Corte os seus mãos!” channeling the spirit of Mel Smith and Pamela Stephenson (“Cut off their Goolies!”) but my teacher altered it to “they cut off …” which I think sounds weaker but I was too much of a milksop to dispute it.