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Apology

I recently implied that Duolingo was not so bad, despite its Brazilian bias. I now realise, after reaching a 104-day streak in Gaelic and then having my account deleted and losing all my progress that it is a crap system produced by evil, evil people. I apologise for any confusion caused

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Aparição – Opinião

Ontem, vi um filme português chamado “Aparição”, baseado num livro existencialista de Virgílio Ferreira. É um filme muito sério, com poucas gargalhadas mas a cinematografia é incrível e os actores estiveram bem. A história desenrola-se em Évora nos anos cinquenta. O protagonista é um professor de latim, recentemente licenciado. que também escreveu um livro. Sendo ateu, e vivendo nas sombras da segunda guerra mundial, os seus pensamentos pesam a condição humana numa época no qual a morte, o amor, a moralidade e o significado da vida estão em causa.

There’s a better description of the story and a programme about it on the RTP site here

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Audiobooks

One of the nice side-effects of exploring e-readers has been that I’ve come across a couple of proper portuguese audiobooks. I’ve had the most luck on Kobo but even that’s pretty hard to navigate, primarily because even when I tell it portuguese is my preferred language it insists on showing me english language titles and I don’t seem to be able to do anything as basic as search by language.

Anyway, I’ve come across Margarida Espantada which I’m reading now in conjunction with an ebiook version and Perguntem Sarah Gross, which has a good reputation. Naff all by Afonso Cruz, Joao Tordo, Nuno Nepomuceno, Ricardo Araujo Pereira – people who seem pretty mainstream, really. Still, though, it’s a good sign and I’m hoping to see more in the future.

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How I Learned to Stop Worrying And Love Kindle

I’ve already mentioned that I’ve finally got over my distrust of Duolingo during the lockdown, but I’ve also found myself feeling well disposed to the kindle app on my phone. Specifically, because of the built-in dictionary. This is incredibly handy…

Proper books are still better though. So there.

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O Verão Selvagem Dos Teus Olhos (Ana Maria Pereira)

Este livro é uma tentativa de a autora recontar a história “Rebecca” de Daphne Du Maurier e, sem dúvida, a sua escrita recriou a atmosfera do livro muito bem. Os personagens, os locais, os temas tudo parecem muito fiéis ao original mesmo que tenha lido os dois em línguas diferentes.

Pois, está bem escrito mas será que foi necessário escrever uma outra versão de Rebecca? Aquele livro é uma obsessão para muitos, um dos livros mais amados de sempre, é quase perfeito na sua construção. Só uma autora corajosa é que ousaria reescrevê-lo. A Ana Teresa Pereira mostra melhor a personagem da mulher morta e conta a sua história antes do casamento e durante a sua vida em Manderley. Noutros capítulos, o seu fantasma descreve os acontecimentos do livro original do ponto de vista dela. Para mim isto não funciona tão bem. No livro original Rebecca é uma presença nas sombras da casa e nas memórias dos outros personagens, mas nunca se manifesta literalmente como um espírito. Teria sido demais, e acho que não precisamos disto: Rebecca é mais forte quando está menos visível.

Mas não me quero queixar. Apesar desta critica, gostei do livro. Serve para quem quer revisitar o mundo da Rebecca sem reler o mesmo livro. Lê-se bem e agarrou-me do início até ao final.

Corrected version – thanks Fernanda, Filipe and Rafaela

My favourite correction is where I’ve tried to write

It’s a brave author who would dare to rewrite it.

which I have rendered as

É uma autora corajosa que ousaria reescrevê-lo.

But it’s better as

uma autora corajosa é que ousaria reescrevê-lo.

I’ve seen this way of giving emphasis before but never really thought about how to apply it

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A Língua Portuguesa – Fernando Pessoa

Thoughts on “A Língua Portuguesa”, writings by Fernando Pessoa edited by Luísa Medeiros (Bertrand / Amazon)

Fiquei interessado por ter encontrado este livro na livraria Foyles e tive muito curiosidade pelos pensamentos deste grande poeta (ou seja convocação de poetas) sobre o seu próprio idioma. E não fiquei desiludido. Se não me engano, o livro consiste em fragmentos que nunca fizeram parte de um livro coerente na mente do autor, mas um tema é evidente. Está claro que o seu modo de pensamento estava num universo diferente do que o meu. Antes de mais, escreveu na língua falada como forma mais natural da língua, enquanto a língua escrita era meramente cultural cujo propósito, quanto importante que seja, era servir “o fenómeno natural” de comunicação oral.

Daí fora, seguem-se vários discursos sobre a ortografia e a etimologia da língua. Pessoa valoriza a língua e compara-a com outras línguas europeias. Via a língua como algo vivo, portanto línguas artificiais tal como esperanto nunca poderão suplantar línguas que têm a sua base num povo. Além disso, e por igual raciocínio, mesmo que criticasse a ortografia portuguesa, rejeitou a reforma ortográfica de 1911 assim: “A ortografia é um fenómeno da cultura, e portanto um fenómeno espiritual. O Estado nada tem com o espírito. O Estado não tem direito a compelir-me, em matéria estranha ao Estado, a escrever numa ortografia que repugno, como não tem direito a impor-me uma religião que não aceito.” Isto é um sentimento que muitas pessoas de hoje partilham. Eu, como falador de uma outra língua de ortografia aleatória, simpatizo.

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Os Lusíadas em Quadrinhos

(NB – this is the right title of the book but it’s Brazilian, I think. European Portuguese would write is as “Quadradinhos” or just “Banda Desenhada”)

Estou a preparar-me para cumprir um desafio que planeei no início do ano. Estabeleci como objectivo ler os Lusíadas de Camões em 2020. Antes de começar, ando a preparar-me para o sofrimento que tenho pela frente (ah ah, estou a brincar, mas ouvi falar que o poema nacional dos portugueses é… Como se diz… Uma grande seca…?) Ainda por cima, existem montes de obstáculos: a ortografia desconhecida, a língua poética, e a falta de conhecimento das personagens.

Este livro é um dos métodos de preparação. Trata-se de uma banda desenhada baseada nas palavras do poeta. Não se conta a narrativa inteira, só 4 cenas: a história de Inês de Castro, o episódio do Velho do Restelo, a lenda do gigante Adamastor e a chegada na ilha dos amores.

Para o meu propósito, dá algum jeito, mas é muito limitado: quem (tirando eu) precisa de 40 páginas de versos originais, sem alterações nem piadas. Ou conta a historia inteira ou vai para o outro extremo e faça uma BD humorística

Ah, e porque é que Vasco da Gama parece o Capitão Haddock? Hein?

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Luís de Freitas Branco

Luís de Freitas Branco foi um compositor português que nasceu em 1890 e tornou-se uma das figuras mais importantes na cultura portuguesa do século passado. Começou por estudar música antiga em Berlim mas depois conheceu Claude Debussy e foi exposto ao estilo mais moderno, chamado impressionismo. Em 1916 assumiu um cargo de professor no Conservatório de Lisboa. Estou a ouvi uma sinfonia dele, ou seja estava antes de ficar aborrecido, então virei para uma banda irlandesa dos anos oitenta. Eu sei, sou um filisteu. O facto mais interessante sobre Dom Luís é o seguinte: em 1951, foi demitido da emissora nacional porque usou uma gravata a seguir ao Óscar Carmona, o décimo-primeiro presidente da república faleceu. Pergunto-me o que os funcionários do Estado Novo pensariam das roupas de hoje em dia.