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O Pintor Debaixo Do Lava-Loiças

11732049“O Pintor Debaixo Do Lava-Loiças” é o quarto livro que já li de Afonso Cruz. Até agora, é a mais difícil de todas as suas obras para mim, um aluno da língua portuguesa, mas ainda é bastante fácil. A história começa no Império Austro-Húngaro ao final do século XIX e continua pela primeira guerra mundial até a segunda. Pelo caminho, o protagonista, Jozef Sors (baseado em Ivan Sors, o avô do autor) serve o seu país na primeira guerra, posto num balão, apaixona-se, enche muitos cadernos de desenhos, sobretudo de olhos, viajam para os estados unidos e perde os seus pais.

Há muitos capítulos curtos e muitos tratam-se dum discurso sobre uma questão filosófica. O autor brinca com ideias da mesma maneira que no seu livro infantil “A Contradição Humana”, mas de forma mais desenvolvida. O livro também me lembra do audiobook que acabei de ouvir hoje: “Night Train to Lisbon” porque ambos contam histórias de homens da Europa central que chegam em Portugal. O escritor do último leva-o muito mais a sério. Em ‘O Pintor Debaixo do Lava-Loiças’ existe absurdidade, piadas e até desenhos. Infelizmente, cada um é um duplo imagem por causa da baixa qualidade do papel: o leitor pode vê-las no verso do papel também.

Enfim, gostei de ler o livro, mas o final deixou-me insatisfeito porque senti que a história ficou inacabada.

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Cash

Words and phrases related to money

Estar teso / Ficar liso = to be skint

Bagatela = a bargain

Puxar os cordões à bolsa = control spending [“pull the purse strings”]

Abrir os cordões à bolsa = foot the bill

Massa/nota/pastel/guito = money

Cheio de nota = loaded with cash

Pipa de massa = a moneybags

Caloteiro = deadbeat – someone who doesn’t pay what they owe

Ao preço de a chuva = very cheap [“at the price of rain”]

Custar os olhos na cara = cost an arm and a leg [“cost the eyes in your head”]

Levar fiado = buy on credit

 

 

 

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Transatlantic Witterings

imagesI’m going to use this post as a notepad for brazilian language notes. I’ve been having skype language exchanges with a brazilian PE teacher who lives in Portugal, and that’s not too bad because he knows the euopean dialect, but I’ve also joined a sort of online gaming board made up of some brazilian dudes who talk in abbreviations, and that’s like being buffeted about inside a washing-machine full of abbreviations.

vdd=verdade
tva=estava
cmg=comigo
ñ=não

One that flummoxed me was “blz” which, from the context I thought was a borrowed “please” (they use borrowed americanisms like “man” a lot so this is not as mad as it sounds) but it’s actually “beleza” which is a regional way of saying “ok” or “understand?” You reply with “beleza” if you get it and “não entendi” if not.

 

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O Retorno (Dulce Maria Cardoso)

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Trata-se da história sobre os últimos dias da colónia portuguesa em Angola. Vemos a história pelos olhos dum adolescente. Logo no inicio da historia, a sua família está em casa em Angola, preparando para viajar a Portugal, mas há uma problema e o pai é detido pelas novas autoridades. O rapaz, a irmã e a mãe continuam a viagem para a nova vida na Europa.

Fiquei muito impressionado pelo segundo capítulo. É escrito como um discurso da directora dum hotel em que a família de retornados fica quando chega à “metrópole”. Não há nenhum parágrafo nenhuns, só um bloco de texto ininterrupto, que mostra como é que a directora fala com os hóspedes: rapidamente e sem escutar. Ela tem muito orgulho das cinco estrelas que tem o seu estabelecimento. Consola-os por método de descrever o azar das coitadas de famílias que também voltaram de África e se encontraram sem abrigo ou numa alojamento sujo ou dilapidado. Comparada com estas pessoas a família tem muita sorte! É um bom resumo para leitores tal como eu que tem pouco conhecimento sobre a situação dos retornados daquela época. Entrelaçado com a sua lista de desgraças, a directora explica as regras do hotel e repete as mais importantes muitas vezes. Através do discurso, revela-se que a directora é uma pessoa muito controladora. Pois claro, ela ajuda essa família e outras por disponibilizar o hotel, mas também não confia em todos os hospedes. O seu hotel não parece muito acolhedor, apesar das estrelas. O capítulo estabelece, brevemente e nitidamente, o contexto da história e o carácter da directora perfeitamente!

O resto da historia descreve a sua vida em Portugal, à espera do pai, com receio do pior, tentando estabelecer-se num país desconhecido, em que tudo está em fluxo e “os de cá!” têm preconceito contra “os de lá”. Às vezes, é tocante, às vezes engraçado. mas sobretudo, tive uma impressão muito forte do caos da época, pós-revolucionário, em que a república estava a tentar estabelecer uma nova ordem e simultaneamente a procurar abrigos para as ondas de retornados.

Thanks very much to Joyce for helping with the corrections. Joyce is Brazilian and I’m not 100% sure I correctly interpreted all the changes since some were typical grammatical differences (dropping definite articles before determinates, and not merging em and um to make num) and some spelling differences (which should be corrected by the AO but I am being difficult)

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As férias

IMG_20180727_154112_196Estou no Algarve com a minha família. Estamos aqui desde a segunda feira e partimos hoje à noite. Durante esta semana tenho tido muitas oportunidades de falar com os habitantes e torna-se cada vez mais óbvio que a minha linguagem melhora ao longo do dia. A empregada do pequeno almoço há-de achar que sou um idiota porque sempre falei com ela antes de beber o primeiro café do dia e mal me lembro como dizer “bom dia”. Porém, à empregada de jantar, já estou tão fluente quanto um fadista porque passei o dia inteiro a falar com portugueses nas praias e lojas.

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Segredos da Língua Portuguesa (Marco Neves) #12

No capítulo final, Marco Neves dá alguns conselhos sobre como usar melhor a língua portuguesa. Como podem imaginar, este conselho não consiste numa lista de regras que todos nós devemos aprender. Pelo contrário, aconselha os seus leitores estar mais aberto à lingua: ler mais, ouvir melhor, falar com mais cuidado, pensar mais e atirar menos pedras (ou seja, não estar assim tão ávido de julgar os erros dos outros). Finalmente, diz-se que valha a pena aprender uma outra língua. Não há problema. Já comecei!

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Segredos da Língua Portuguesa (Marco Neves) #11

#UNCORRECTEDPORTUGUESEKLAXON

O décimo-primeiro capítulo (o penúltimo) trata do palavrão: o seu poder e o propósito do seu uso por pessoas em situações de stresse. Aprendi várias coisas novas tal como o facto que existem palavras que têm a mesma primeira sílaba duma palavrão e pode substituir-se num diálogo. Um exemplo é “caraças” para… Caralho??? Não tenho certeza. Já ouvi as duas e nunca percebi que uma era substituída pela outra.

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Segredos da Língua Portuguesa (Marco Neves) #10

#UNCORRECTEDPORTUGUESEKLAXON

Este Capítulo brevíssimo faz um argumento mais específico do que os outros: a Internet não é assim tão mal e a sua influência não vai matar a língua portuguesa.

Isto parece um bocadinho surpreendente porque há tanto horror e tanto disparate nas redes sociais mas o autor traz provas bem pesquisadas para suportar a sua hypotese.

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Segredos da Língua Portuguesa (Marco Neves) #9

No nono capítulo, Março Neves vira a sua atenção aos “catastrofistas”, que acham que a língua está em decadência porque os adolescentes de hoje não falam assim tão bem como os melhores escritores do século XIX. Afirma que esta comparação não é justa. Faz-nos recear um perigo imaginário, mas a verdade é que o analfabetismo é muito menos comum hoje em dia do que antigamente. Toda a gente escreve e fala mais, embora nem sempre sigamos as regras.

Mais uma vez, não tenho conhecimento o suficiente com a línguagem do passado, ou com as ruelas de hoje em dia, que seria necessário para avaliar o seu ponto de vista, especificamente no caso de Portugal, mas também pode se aplicar a qualquer outro país e reconheço-o do meu próprio, e concordo com o argumento em geral. O pânico não chega.