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Politicamente Correcto

Questions posed after a lesson based on this video. Answers in blue.

1-o que achas do politicamente correcto

Acho que o politicamente correcto representa um experimento* que não correu bem. Claro está que existem um monte de palavras feias que as pessoas usam no dia-a-dia, que representam e reforçam modos de pensamento que prejudicam os direitos e o auto-estima de outras pessoas. Ainda pior, pode resultar em violência, contra as mulheres, contra estrangeiros e imigrantes, por exemplo. Vale mesmo a pena para pessoas de boa intenção evitar estas palavras porque não é necessário usá-las quando existem outras palavras melhores. Até certo ponto, politicamente correcto é igual a “ser bem educado”.

Mas claro está que hoje em dia, não é simplesmente uma questão de bom gosto ou respeito. Há quem queira mostrar a sua superioridade ao censurar mais do que qualquer outra pessoa. Vasculham os redes sociais para revelar os pecados dos seus inimigos, ainda que os inimigos são desconhecidos e os pecados imaginários. 

O Ricardo tinha razão quando disse que “a direita rejeita o politicamente correcto porque querem celebrar a estupidez e a esquerda apoiam-na porque querem proibi-lo.” (ou algo do género) mas acho que o problema ultrapassou estas categorias.

*I was told this should be “expressão” or “experiência” but I think either of those would change the meaning of what I was trying to say. That said, it’s possible that what I actually have said doesn’t make sense in portuguese culture.

2-achas que os músicos “sacam” mais gajas que os comediantes

Realmente não faço ideia. Espero que não. Os comediantes merecem mais.

3-qual é a situação das drogas no RU?

Ao contrário de Portugal, não temos uma política de tratar drogas como problema de saúde publica. Ainda é um assunto para a polícia, mas dado que os nossos serviços de polícia não tem orçamento suficiente, uso de drogas está a crescer. 

Além disso, assim como os EUA, queremos afastar o tabagismo da nossa sociedade e substituir o seu lugar de dependência de cannabis. Cá para mim, isso parece um erro. 

4- há temas tabus?

Depende do sítio. Por exemplo, Brexit é um tabu na sala de jantar (sobretudo na casa dos pais porque eles votaram sim) mas nas redes sociais, falo de brexit todos os dias!

5- como era normal antigamente ou no tempo? Faziam queixinhas?

Relacionado com este sujeito de politicamente correcto… não existia, mas a sociedade era  muito, mas mesmo muuuuiiiito mais racista do que hoje. Era uma cena diferente com racismo mais informal ou passivo, mas era por todo o lado (e o eu nos anos 80 não era inocente!). Não era uma cena boa. 

Não quero regressar lá. E pensei nisso quando o Ricardo disse que o politicamente correcto faz os idiotas parecem heróis da liberdade de expressão, mesmo que a “liberdade” que eles apoiam é liberdade de estar voltar ao comportamento ruim de antanho.

6- o que estás a achar?

Gosto bastante

(I actually wrote something else here because I didn’t understand what was being asked but it was just “what do you think of the video as a whole, not relating to the previous question?)

7- o que achas das pessoas que só elas é que podem dizer o que pensam

São hipócritas, sem dúvida. Ainda pior, sempre pensam que as suas opiniões são “factos” e os opiniões dos outros são baseadas em emoção e preconceito.

8- agora há informação sobre mais doenças. O que achas das pessoas que aderem aos produtos por moda, mas não por necessidade

A raiz é sempre vaidade ou sede de atenção.

9- o que achas das pessoas que criticam e julgam certos assuntos e situações só por não gostarem de algo

O que acho? Eu sou uma pessoa dessas! 

10- o que pensas das expressões usadas

Gostei da expressão “Benfica é merda” logo no final!

Obviously not what was being asked, but…

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Return of the Mackerel

A Portuguese friend left a comment on one of my Instagram posts today where I was bragging about my skills in (a) pumpkin husbandry and (b) soup wrangling.

“Armado em carapau de corrida!”

Which is like um… Armoured in racing mackerel. Or something.

This took a bit of deciphering but basically I think she thought I was showing off and pretending to be an expert. Fair enough. It seems to be a common expression but I’d never heard it before. There’s an explanation here.

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Maria Moisés – Camilo Castelo Branco

#UNCORRECTEDPORTUGUESEKLAXON

Este livrinho é um clássico, recomendado no plano nacional de leitura para alunos do nono ano escolar. Foi escrito em 1876, e por isso passa-se num mundo muito mais rígido e conservador do que o nosso.

A primeira parte conta a história de um amor malfadado entre dois jovens que dá em tragédia quando a rapariga engravida inesperadamente: o jovem é forçado a ir-se embora e viver em exílio, e a sua namorada dá a sua bebé à luz em segredo e logo depois ela morre e a bebé é perdido.

Na segunda parte, a bebé, que foi descobrido à beira dum rio por um pescador, já está crescida, e é ela que dá ao livro o seu título.

A história é melodramática e ligeiramente rebuscado, tal como uma telenovela, mas é divertida também, e claro está que o nível de vocabulário faz este um livro apropriado para estudantes na escola além de estudantes tal como eu!

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Serpentina – Mário Zambujal

Gostei muito deste livro, apesar de perder o fio à meada ocasionalmente. O enredo não é muito forte: desenrola-se em pequenas contas desarticuladas da sua vida. Não me lembrei quem era quem. Mas isso não importa muito. No final, parecia que o protagonista também tinha se esquecido!

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We Was Robbed!

I went on a misson to Hyde Park this morning to collect my exam certificate from the portuguese embassy. They won’t mail it, you have to go in person. I think I mentioned a few weeks ago that I’d been disappointed to only receive a “suficiente” and not a “bom”. The cut-off is at 70% and I felt like I’d done really well, so when I got the result I assumed I’d hit the high sixties and just missed it. Disappointing but not the end of the world.

So, fast forward back to today. The teacher handed me the paper and I could see the marks I got for wach of the four of the components. For three, I was in the 70-80 range, which would have been fine, but the written component – usually one of the easiest bits – was well below that level at a pitiful 20%.

Twenty!

I said to the guy that it was a bit difícil a acreditar, undermining my case somewhat by tripping over my tongue and making a ton of mistakes through sheer nervousness. My written work definitely isn’t bad enough to hit 20 per cent though. I probably made some errors, but I finished both pieces and they were decent enough. One of the things about the exam, though, is that each paper has a candidate number on it, not a name, and I suspect mine might have got switched with someone else’s. Either that or they meant to give me 200% but ran out of ink before the second 0. Either way, I’m definitely appealing the mark.

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Dom Casmurro – Machado de Assis

Li este livro com os meus olhos e os meus ouvidos. Tentei lê-lo há alguns meses mas não consegui. Desta vez, experimentei uma versão traduzida em inglês e, de vez em quando, fez uma pausa e escutei um audiolivro lido por um brasileiro. De forma geral, evito sotaques brasileiros porque estou a estudar português europeu mas claro está que esta história é um clássico da literatura brasileira e é melhor ouvir no seu sotaque nativo, acho eu.
A pergunta incontornável é esta: será que a mulher do narrador, Capitu, traiu Bentinho ou não? Cá para mim, acredito que não. Há uma altura, muito cedo no enredo, em que eu reparei numa inconsistência no discurso dela que pode ser uma mentira, mas além disso, não parece provável. A ideia da infidelidade dela era uma preocupação dele logo no início, e acho que precisou pouco para se tornar obsessão.
Depois da “descoberta” da traição, a personalidade do Bentinho mudou, e tornou-se ainda mais “casmurro”. Recusou escrever o nome da sua mãe no túmulo dele, e justificou esta decisão duma maneira inchada. Não queria ter nada a ver com Capitu. Quando ela faleceu, Bentinho mal a mencionou, e até a morte do seu filho deu em alívio em vez de tristeza. Isso, sobretudo, chateou-me porque, mesmo que eu não tenha razão sobre a traição, o rapaz é uma criança que não merece nada de mal. No final, o narrador pareceu-me menos simpático do que anteriormente. Porém, adorei a “maquinaria” da história, o estilo e a maluquice deste homem insólito que estragou a sua própria vida por causa da teimosia.

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O Preço da Tolice

Já me queixei muitas vezes da nossa decisão de sairmos da UE. Ganhei mais um motivo de raiva, porque comprei um pacote de aulas. Vendem-se em dólares, mas a taxa de câmbio em vigor está tão ridícula que me custou mais do que anteriormente. Muito obrigado apoiantes do Brexit.

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Bandes Desinées

I’m not planning to make a habit of this but I had a go at a french text on iTalki. I’ve highlighted the errors. Just to underscore what I said the other day, despite careful checking, I’d managed to smuggle three whole portuguese words in there: an “e” in place of an “et” and “a ler” in place of “en lire”

J’ai lu une bande dessinée française. C’était le premier livre français que j’ai lu depuis que j’ai quitté l’école. Je l’ai lu parce que j’avais besoin de quelque chose pour me rappeler la langue. J’ai lu et parlé tellement le portugais que j’ai oublié presque tout. Le livre que j’ai choisi était “L’Étranger” d’Albert Camus, un livre dont j’avais lu l’original quand j’étais jeune, mais aujord’hui il y a une bande dessinée aussi. Après ce “baptême du feu”, j’ai continué en lire un autre: “Lucky Luke – Un Cow-boy à Paris” qui était très drôle.

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Diz-se Que Existem Outras Línguas #2

Screenshot_20190815-232340_InstagramAcabo de passar uma semana em França. Adorei mas havia um problema: Ainda que falasse francês muito bem quando era novo, muitos séculos vieram e passaram desde aquela época. Os meus livros vetustos empoeiraram e o meu cérebro enfraqueceu e endoideceu. Ainda por cima, tinha passado anos a ler, falar, escrever e ouvir em português. Por isso, cada vez que falava, palavras portuguesas a cairam da minha boca. juntamente com as francesas. O resultado: uma espécie de “Françugês”.

“Bonjour SENHORA” eu disse. “Je voudrais UM bouteille d’eau E UM café POR FA… hum, DESCUL… pardon… S’il vous plait”

Mas o que mais me interessou foi o efeito de quando regressei à minha terra: receei estar igualmente confuso quando voltasse a falar português mas não houve nenhum problema: nem sequer estava enferrujado: era como se fosse uma semana a praticar português. Ao que parece, os circuitos linguísticos do meu cérebro receberam um treino em francês que aumentou a minha competência em português!